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sexta-feira, 7 de outubro de 2011




O mundo só caminha através do mal-entendido. É através do mal-entendido universal que toda a gente se põe de acordo. Porque se, por infelicidade, as pessoas se compreendessem, nunca poderiam pôr-se de acordo.
O homem de espírito, aquele que nunca se porá de acordo com ninguém, deve aplicar-se a amar a conversa dos imbecis e a leitura dos maus livros. Extrairá funções amargas que lhe compensarão largamente a fadiga.


Charles Baudelaire in Diário Íntimo




domingo, 14 de agosto de 2011

O sal que habita em mim




E às vezes tenho medo desse sal que me habita,
dessas dúvidas que me derrubam,
dessa pressa em ser feliz.
.
Porque o tempo passa voando,
e ainda preciso parar diante do espelho e checar : 
tenho que estar pelo menos parecida comigo.
.
Não quero milagres...
Só quero ser possível.
.
.
.
Deve existir algo estranhamente sagrado no sal:
está em nossas lágrimas e no mar...
Khalil Gibran


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

sobre a necessidade de um inconsciente...





A noção de um inconsciente. pode estar atrelada firmemente à crença em um tempo físico e objetivo, inviolável e inalterável. Devido à experiência subjetiva da "flecha do tempo" ou à impossibilidade de revertermos a direção que nossas ações tomam no tempo - mesmo que o mesmo seja um construto - tornar-se-ia necessária a especulação de uma região indefinida e incognoscível, rotulada dualisticamente de inconsciente, como contraposição à experiência da autoconsciência. Essa necessidade seria praticamente uma exigência da manutenção da linearidade causal. Se a mesma não fosse necessária, ou se dispuséssemos de outros modelos igualmente explicativos, não seria necessário o modelo do inconsciente. Atualmente, a física quântica aparentemente está questionando a existência de algo fora da atualidade atemporal do observador, devido ao seu tratamento probabilístico daquilo que simplificadamente se intitula de realidade. Diversos fenômenos mentais, tais comosonhosintuiçõesprocessos criativos e mesmo cognitivos podem, talvez, ser muito mais facilmente compreendidos se a linearidade causal não for uma necessidade.
Eventualmente o próprio tempo seria apenas um construto dependente da forma pela qual o cérebro-mente organiza diversas experiências em uma linha dita causal. Isso pode ser observado em pessoas portadoras de transtornos das mais variadas espécies, que apresentam ordenações, nesse construto, nem sempre lineares, o que as leva a serem qualificadas como patológicas em diversos níveis. Em crianças de tenra idade, é possível também observar que as mesmas se comportam como se a sua linearidade ainda estivesse em processo de construção.
Assim, e então como exigência de consistência nesse modelo de tempo físico e irreversível, torna-se-ia necessária a construção da ideia de um inconsciente. Uma solução interessante para contornar a exigência de linearidade desse construto é a mudança de domínio do tempo para o domínio da frequência.
Uma vez que o observador (autoconsciência, eu - não o ego -, self, ou a própria experiência da ciência como o estado de estar ciente ) passasse a organizar suas percepções pelo critério da frequência e não do tempo, muitos fenômenos mentais tornariam-se mais facilmente compreensíveis. Mas, por outro lado, as noções de tempo e espaço seriam então necessariamente colocadas em segundo plano. O inconsciente deixaria de ter necessidade de existir porque o tempo que o limita deixaria de ser um fator significativo.
Tornar-se-ia mais interessante, mais consequente e mais consistente então falar de um não-consciente em contraposição à concepção nebulosa de um inconsciente misterioso, inacessível, incógnito, indecifrável, verdadeira cornucópia de soluções, na maioria das vezes absurdas para as mais diferentes mazelas provenientes de uma crença na causalidade absoluta e da incapacidade de conceber o tempo - e sua sequela, o espaço - como construtos mentais humanos e não como realidades físicas independentes do observador.
O ser humano poderia passar então a viver mais na atualidade, colocando acessos a outros tempos e espaços (eventos) como igualmente construtos, mas não determinismos, principalmente de um inconsciente, seja ele pessoal ou coletivo, mas sempre nebuloso.


terça-feira, 9 de agosto de 2011






As vezes é preciso esquecer o que queremos, para começarmos a entender o que merecemos.


sexta-feira, 29 de julho de 2011





Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostr
em o que esperam de mim, porque vou seguir sempre o meu coração! 





quarta-feira, 27 de julho de 2011

Algumas Verdades a mais...







 Todos que mantem seus monstros domados de certa forma mente,  duvido que na cabeça de qualquer ser humano só passa idéias puras e bonitas... Hipócrita ou ignorante do seu próprio EU, é aquele que diz que nunca MENTIU.
Todos que de alguma forma ou por algum motivo precisou MAQUIAR suas VERDADES, seja por: dó, vergonha, educação, ou até mesmo por não querer estender um determinado assunto, MENTIU. Pois se MAQUIOU a VERDADE deixou de ser verdade.
E aquele que diz,  só  querer ouvir a verdade, acaba condenando quem a trouxe se essa não foi satisfatória...  E quem é sincero acaba sendo tarjado como: insensível, grosseiro e radical...
Na maioria das vezes TODOS queremos OUVIR mentiras SINCERAS!!! 


Silvia Soares.







Sobre a VERDADE.




Se a verdade é dura não se pode 
ser sincero flexível, ou então é 
uma inverdade sem sinceridade...
Todas as pessoas buscam por 
sinceridade, mas poucas tem a
 coragem de ouvir a verdade.

Silvia Soares